O cliente e seus hábitos sempre tiveram o papel de orientar o varejo em relação a tendências e inovações. Devido ao fechamento de todo o varejo não essencial no ano passado, o comportamento do consumidor migrou, em parte, para os canais digitais, impulsionando a adaptação do varejo de forma significativa e urgente.

Como se manter relevante em um mercado em constante transformação?

Com pouquíssimo tempo para fazer os ajustes necessários em suas operações, foram muitos os lojistas que fecharam suas portas para sempre. Os que conseguiram sobreviver tiveram inúmeros desafios para enfrentar, sendo um dos principais, a gestão de estoque no pós pandemia.

Fazer uma gestão de estoque eficiente já é algo complexo por natureza: saber o momento exato de repor os produtos e as quantidade ideais para que não gere ruptura e nem para ficar com mercadoria encalhada envelhecendo no estoque é das tarefas mais difíceis. O equilíbrio entre essas variáveis é essencial.

Com muitos obstáculos em jogo desde 2020, o planejamento de estoque se tornou ainda importante estrategicamente para os lojistas devido à expectativa em relação à retomada da economia, com o aumento do consumo, de volta às lojas físicas, mas agora, também, com força total nos canais digitais.

A crise sanitária parece, finalmente, ter alcançado uma certa estabilidade no país. O comércio voltou a abrir por completo e as limitações impostas pela pandemia são mínimas e consideradas o “novo normal”.  Agora, a preocupação do varejista está em se manter relevante para o seu público e parte disso inclui operar de forma eficiente nas duas maiores datas do varejo no Brasil e no mundo: Black Friday e Natal.

Além dos desafios impostos pelas próprias datas, para que tudo corra de forma fluida e satisfatória para os consumidores, o planejamento de estoques é fundamental para o sucesso dessa retomada, mas não sem levar em conta as limitações logísticas e de suprimentos que o período ainda exige.

Oferta e demanda

Para planejar o estoque de maneira eficiente é preciso considerar dois lados de uma mesma moeda: oferta e demanda. Do ponto de vista da oferta, muitos fornecedores tiveram que fechar suas operações devido à falta de insumos, o que causou uma reação em cadeia em diversos setores do varejo.

O setor de bebidas no Brasil sofreu com a falta de embalagens e precisou importar garrafas da Argentina. Muitos fornecedores que não fecharam a operação e conseguiram sobreviver a esse período, estão operando com capacidade reduzida. Alguns por ter de seguir os protocolos de segurança, outros por ter insumos reduzidos, ou ainda porque outras partes da cadeia produtiva não resistiram à crise.

Muitos segmentos varejistas do país, como vestuário e brinquedos, por exemplo, dependem de itens importados de regiões como a China e, com a crise, foi necessário buscar alternativas para o suprimento de alguns produtos para seguirem operando. Ao avaliar todos esses aspectos, entendemos que a reorganização da cadeia de suprimentos será essencial para o êxito do varejo no pós-covid.

A demanda, por sua vez, também sofreu grandes mudanças. Alguns itens como álcool em gel, vinho e cerveja, se mantiveram em alta durante todo o período. O papel higiênico teve uma alta no início e depois a demanda voltou ao patamar normal. Materiais de construção, móveis e itens para a casa, no início da pandemia, não tiveram aumento, mas depois a demanda cresceu, devido à constatação de que o home office ainda duraria bastante tempo e à necessidade de se fazer adaptações em casa.

Gastos com viagens, bares, restaurantes, vestuário, calçados e acessórios viram um longo período de paralisação e lenta retomada, e a demanda ainda segue muito abaixo dos níveis “normais” pré pandemia. O certo é que cada setor do varejo sofreu as consequências da pandemia de forma distinta. Ao mesmo tempo em que para alguns a pandemia foi fatal, outras operações não estão dando conta, tamanho o aumento da demanda.

Todos esses fatores influenciam no planejamento dos estoques e a verdade é que não podemos prever, ainda, como será o mundo pós-covid. É certo que a flexibilidade será de grande valia para qualquer setor do varejo, facilitando o processo de ajustes e adaptações necessárias para seguir em frente.

A alta (ou baixa) demanda, se manterá no longo prazo? As vendas voltarão aos níveis pré-pandêmicos? Qual será o novo normal de cada segmento do varejo? Perguntas como essa são essenciais para planejar o estoque, mas o que fazer se não temos as respostas?

Cada varejista deve buscar entender o que está por trás do desempenho de 2020/2021 para tentar se preparar para o pós pandemia e, para ajudar nessa tarefa, seguem alguns questionamentos importantes: se houve queda na demanda, ela foi perdida ou somente adiada? se houve alta, essa alta é sustentável ou é algo pontual? A queda nas vendas de um canal foi compensada em outro? Qual o impacto de fatores como o auxílio emergencial e aumento do desemprego na sua demanda?

A solução

Tentar encontrar as respostas para esses questionamentos é a chave para fazer um bom planejamento e a solução deve se basear em dois caminhos principais. São eles: usar dados a seu favor e ser flexível.

Usar dados de maneira inteligente

Se a crise serviu para uma coisa foi para mostrar aos varejistas a necessidade de digitalizar operações. Contratar um sistema para integrar dados de clientes, estoques, produtos, permitindo a visualização de tudo em tempo real e de qualquer lugar, facilitando o entendimento do comportamento dos clientes, as tomadas de decisão, automatizando tarefas para auxiliar nas questões complexas como previsão de estoque se tornou imprescindível.

O Nexaas.Omni, plataforma omnichannel da Nexaas, é um sistema SaaS que funciona como um integrador do online com o offline, facilitando a gestão do varejo em muitas frentes: estoque, produto, vendas, despacho, pós venda, entre outros, aumentando a eficiência do varejo levando em conta as especificidades de cada negócio.

Com relação ao estoque propriamente dito, o sistema permite vender a provisão da loja física no e-commerce, ou vice-versa, eliminando a ruptura, fazendo girar o estoque e, com a visualização de todos os estoques em tempo real, facilita a gestão repondo mercadorias na hora certa, sem deixar produtos encalhados no armazém.

Ser flexível 

Com tantas variáveis em jogo e tantas incertezas sobre o futuro é preciso agir rápido. Não se pode mais trabalhar a longo prazo. É preciso operar na tentativa e erro para entender o quanto antes se estamos no caminho certo. O novo varejo e o novo consumidor exigem que o fazer, medir, aprender e ajustar aconteça de forma dinâmica para ser capaz de mudar o trajeto na metade do caminho.

O uso de sistemas para auxiliar em tarefas mais mundanas, mas que podem ser automatizadas para facilitar a gestão de uma operação é bem vindo e necessário. O Nexaas.Omni possibilita essa autonomia e agilidade para colocar em prática ações e seguir ajustando a rota conforme exige o momento.

Conheça essa e outras soluções da Nexaas para o varejo omnichannel aqui.

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